Tenho tanta coisa pra escrever que não sei nem por onde começar. Ok, vamos começar do começo.
ENEBD. Foi em julho certo? Dia 12 de julho. Parece que foi ontem. Já estamos no dia 8 de agosto. Bem, o que eu tenho pra falar sobre o ENEBD desse ano? Nada. Ok. Nada não. Eu fui pro Rio, estive presente no evento, revi algumas pessoas e principalmente fiz turismo pra caramba. Não conhecia aquela parte ali da Praia Vermelha e é muito lindo. Conheci um pouquinho melhor também o bairro de Botafogo ali, que foi onde eu me hospedei, na casa do tio de algumas amigas-colegas que também foram ao evento.
Me aproximei de algumas pessoas, me distanciei de outras. Dei oi pra algumas. A bem da verdade é que eu não sou exatamente uma pessoa muito sociável.. Até gosto das pessoas mas não sei me enturmar. Ironico lembrar que umas 3 semanas pra acontecer o evento eu briguei com uma pessoa na comunidade do orkut quando ele definiu que “vai ao encontro quem quer, não é obrigatório”. De fato, vai quem quer… Afinal, a maioria dos encontros só me serviu pra turismo mesmo. Briga imbecil.
Nos últimos 3 dias do evento eu simplesmente saí com outras pessoas, amigos cariocas. Achei proveitoso. Foi bom pra resolver algumas pendências pessoais. Dia 19 eu estava em casa, com várias fotos pra pôr no orkut e ficar relembrando algumas situações engraçadas com colegas próximos. Ok, chega de ENEBD.
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Enquanto eu tava no Rio, quando eu tava numa Lan House, fui ver meu e-mail e vi uma discussão na lista da ACB entitulada “Um golpe na Biblioteconomia”, onde criticavam o curso de especialização que a UFSC está oferecendo de bibliotecas escolares. Juro que pensei em me intrometer, mas não vou não. Juro que não vou. Dou um real pra não me meter nessa briga. Eu até ia fazer um comentário, mas vou morder minha língua aqui e ficar bem quietinha no meu canto. Ok, vou queimar no sétimo fogo do inferno por me omitir, mas que seja. Em alguns casos vale a pena. Fim.
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Acho que no mesmo dia, também pela lista da ACB, recebi um e-mail falando do 28º Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina. Vi que o tema desse ano é “Tecnologia e Redes Sociais” e num primeiro momento fiquei animada, pra num segundo momento censurar a minha expectativa. Não é bom ter muita expectativa por que a probabilidade de eu me frustrar é muito alta, então eu só observo e se for legal me surpreendo a posteriori. Algumas colegas da UFRGS tavam pensando em vir mas acabaram desistindo. Ouvi de 3 pessoas que acharam a inscrição muito cara. Pois bem. Conversei com um colega sobre a possibiliade de eu participar do evento na organização, ajudando de alguma forma e talvez isso aconteça. Se não acontecer, vou me inscrever do mesmo jeito. A data pra inscrição é até o dia 11 de setembro.
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As aulas de graduação começaram segunda feira agora. Estou animada e pelo menos nessa primeira semana não me decepcionei com nenhum professor/a em específico. Me sinto confortável por não ter nenhuma disciplina que seja de fora do departamento e boa parte da minha sala também se sente como eu. O pessoal que “sobrou” agora é o que realmente gosta e se interessa pelo curso, cada um do seu jeito, com a sua proposta e aptidões. Posso dizer com uma maior segurança que só agora a biblioteconomia “tomou forma” pra mim. Por muito tempo eu me angustiei por não entendê-la mas agora tudo está começando a fazer um pouco mais de sentido. Só fui entender que Catalogação: descreve; Indexação: representa; Classificação: localiza agora, na primeira aula de Indexação que eu tive essa semana, com a professora Francisca Rasche. Praticamente inventei a roda fazendo essa associação das coisas que aprendi e pra mim isso foi muito importante.
Ok.
Tudo isso pode parecer muito imbecil né?
Aprender sobre coisas arcaicas, antigas, velhas, podres que “já não existem mais” por que o mundo hoje já é muito mais moderno, não é mesmo? Ok, talvez essas coisas nem existam mais mesmo… Ou existam de outra forma e talvez eu realmente seja uma pessoa muito atrasada por estar fazendo esse curso e sei lá, esteja fazendo ele por que realmente eu não tenho outra opção.
Talvez eu esteja aprendendo coisas realmente muito, mas muito inúteis…
Talvez a minha vontade seja mesmo de chutar cachorro morto, ao fazer biblioteconomia.
Mas quando chutar cachorro morto é a única coisa que nos resta, nós sempre vamos dar o melhor chute que tivermos.
E a bem da verdade, que assim seja.
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Final do semestre passado eu tive a idéia de gerico de fazer uma disciplina isolada do mestrado do EGC. Não sei por que diabos eu achei que ter essa experiência fosse algo interessante, mas enfim… Ok, foi e está sendo sim interessante.. Na verdade eu é que reclamo demais, sem falar que eu também sou o tipo de pessoa que não deixa as coisas pela metade: começou, termina. Não consigo simplesmente abandonar as coisas às quais me proponho. Enfim… As aulas dessa disciplina isolada terminam dia 18/08 agora. Eu terei de apresentar um seminário sobre epistemologia (o nome da disciplina é ‘Epistemologia e Ciência’) + algum objeto de estudo do meu interesse. Não é difícil: epistemologia voltada pra comunicação científica (pibic). Terei de apresentar um seminário, entregar um trabalho escrito e então escrever um artigo pra 28/09.
Assim.. Não que eu ache que não vá dar conta, mas eu só tenho medo de escrever muita merda (o que é provável) e passar vergonha, mas enfim.. Me esforçarei pra que isso não aconteça.
Tenho pensado muito no meu método pra estudar/fazer pesquisa. Vi que ficar na frente do computador não resolve muito não. Sim, eu não sou uma pessoa moderna e sou completamente INCAPAZ de ler um artigo de 15 páginas na frente do computador. Sorry. Simplesmente não sei fazer isso. Olhar fixamente e me concentrar na frente de uma tela me faz sentir a maior de todas as idiotas.
Aqui (na web) o ambiente é outro: é ambiente multitasking.. Eu preciso estar com umas 20 abas abertas, fazer várias coisas ao mesmo tempo, pensar em várias coisas ao mesmo tempo, ou seja, ficar parada apenas lendo… Poxa, eu poderia fazer isso na minha cama, fazendo anotações, com uma iluminação melhor (iluminação do monitor não conta). O computador me serve pra eu executar as coisas, usando apenas as ferramentas mesmo: escrever o trabalho no word, procurar citações (ctrl+F), fazer uma pesquisa melhorzinha, etc. Mas não me serve pra ler.
Me sinto uma pedreira boçal por isso, mas enfim… Assumo minha pedreirice, minha boçalidade acadêmica sem constrangimento nenhum. Se é assim que eu funciono e é assim que obtenho resultados, não vejo nada de errado. #antiquada_pride
Pra fazer tradução, o ambiente web é simplesmente perfeito: um parágrafo embaixo do outro, o texto pode ser corrigido e revisado facilmente, várias pessoas podem fazer ao mesmo tempo, posso ficar com uma aba (ou várias) aberta pra um dicionário e assim vai. A coisa flui. Com uma leitura intensiva… Não funciona da mesma forma. Os recursos do computador só me servem bem depois que eu já fiz um primeiro fichamento manuscrito. Sad, but sad. Oh well…
Isso significa que agora mesmo eu irei selecionar alguns muitos pdfs pra imprimir pra me divertir nesse final de semana. E que claro, sacrificarei algumas arveres por isso em nome da ciência. Mwhuahuahahahahah…
É… Tem jeito não. Vou pro inferno mesmo.
Estava dando uma olhada nos trabalhos que serão apresentados no próximo ENEBD. Selecionei e posto aqui os que vou querer ver de perto:
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Eixo 2: A formação da consciência política dentro das instituições de ensino
O movimento estudantil em biblioteconomia na UFRGS – Ananda Silva Fagundes; Graziela Mônaco Vargas (UFRGS)
O movimento estudantil brasileiro como instância de construção de uma conciência política no espaço acadêmico: O caso do SIEB - Francisco de Paula Araujo; Lilian C.da S. R. Casimiro (UNIRIO)
Eixo 3: Os desafios do profissional da informação diante das transformações políticas da sociedade
Folksonomia: Novos desafios do profissional da informação frente às novas possibilidades de organização – Airtiane F. Rufino (UFC)
Postura ética do profissional da informação refletida nos periódicos brasileiros de Ciência da Informação e Biblioteconomia – Katiusa Stumpf (UFSC)
Eixo 5: Tema Livre
O uso do Orkut como fonte de informação acadêmica – Wendell de Andrade Amorim (UFAL)
Implementação de metadados na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do INPA - Karina Jussara de Moura Costa (UFAM)
A interdisciplinaridade na arquivologia: aplicação de termos para a indexação nas normas arquivística – Natália Mazula Luiz; Noemi Andreza Penha; Luana de Almeida Nascimento (UNESP)
A recuperação de informação em trabalhos apresentados em encontros nacionais e regionais de estudantes de biblioteconomia, documentação, ciência e gestão da informação: uma proposta de utilização do programa Open Conference Systems - Josué Sales Barbosa; Lucas Carlos de Oliveira Silva; Hugo Oliveira Pinto e Silva (UNESP/UFMG)
Codicologia e Disseminação Digital: conservação, circulação e memória – Laís Barbudo Carrasco (USP)
Análise do ambiente virtual Moodle como tecnologia de apoio aos estudantes de biblioteconomia - Augusto Maciel Munhoz; Anelise de Moraes Oliveira (UFGRS)
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Você ainda pode acessar diretamente o .pdf de todos os trabalhos aprovados no 32 ENEBD na íntegra.
Não é novidade pra ninguém que eu sou uma twithollic. Mas ontem de tarde, algumas horas antes de eu ter uma reunião com a minha orientadora, recebi pelo Twitter (rá!) uma mensagem do colega @agenteinforma, dizendo que às 15h30, no CCE, haveria uma defesa de TCC do curso de jornalismo, sobre o Twitter. Como boa enxerida que sou, antes de ir lá fucei no Twitter do @filipespeck (que criou o TCC) e também vi que a palestra seria transmitida, ao vivo por @maffesoli, quem eu não fazia a mínima idéia de quem era. Ok, sabia que era um fake, mas nada além disso. Pois bem.
Quando li a palavra “transmitida”, na minha cabeça eu imaginei imediatamente que a defesa seria transmitida por vídeo, ao vivo. Mas também não fiquei pensando muito nisso, pois quando vi já eram 15h20 e eu tinha que ir pra lá, pois chegar atrasada em defesas é chato. Bem, 15h30 entram no site do twitter do @maffesoli fake e aí sim a defesa/transmissão começa. Achei muito bacana. Enquanto Filipe falava sobre o sua apresentação, uma colega twittava, em tempo real, alguns de seus “ganchos”, ou seja, frases mais pertinentes sobre o trabalho. Essa era a “transmissão”, ou seja, o meio É a mensagem. :)
Filipe então explorou o tema de seu trabalho, fazendo uma breve descrição da ferramenta de microblogagem para depois analisar o Twitter de forma teórica. Usou então Michel Maffesoli como principal autor para justificar sua pesquisa e compreendeu que “tempo e espaço são de certa forma subvertidos pelo cyber-espaço”. Também explicou algo que achei muito interessante: a diferença entre sociabilidade e socialidade, onde sociabilidade seria uma mera convenção social (algo próximo de “etiqueta”) e socialidade seria o verdadeiro “estar junto”, tendo como efeito-fenômeno juntar mesmo as pessoas. Pelo menos assim eu entendi.
O Twitter também foi estudado por que Filipe percebeu que ele não é algo nem bom, nem ruim, mas é um fenômeno e até então uma tendência na comunicação virtual entre as pessoas, que serve pra transformar a sua socialidade. Também foram explicados os conceitos de presenteísmo, tribalismo e nomadismo, estudados por Maffesoli. Por um momento isso me lembrou das etapas de evolução cultural do Marshall McLuhan, que vi na disciplina de Teoria da Comunicação quando fiz jornalismo. Os conceitos de tribalização, destribalização e retribalização talvez também se apliquem só que de uma forma mais ampla. De fato: mesmo distantes fisicamente as pessoas estão cada vez mais mobilizando-se em função das novas tecnologias.
O caso do Obama e a forma que se deu a sua eleição por meio das mídias sociais foi o que motivou Speck a mudar o tema do TCC e tentar compreender o Twitter de uma perspectiva sócio-antropologica. Finalizada a apresentação, pude ouvir um pouco das palavras da professora Raquel Longhi. Um dos primeiros apontamentos dela foi sobre o questionamento do tema do TCC, onde muitos se perguntariam, “mas isso é jornalismo?”. No entanto a função jornalística não foi colocada em cheque uma vez que a interdisciplinaridade faz com que o tema possa ser estudado da mesma forma, mas com um enfoque diferente.
A professora também se extendeu falando um pouco sobre o fenômeno das relações sociais online, que os meios de comunicação são inseparáveis atualmente das formas de comunicação e também da cyber-sociedade, citando muito Pierre Lévy e citando também um livro que anotei para ler depois: “The Virtual Community”, de Howard Rheingold. Foi possível perceber também, dentro das contribuições da professora Raquel, outros tópicos que servem pra trabalhos futuros sobre o Twitter, além das relações sociais. Tópicos como: as efemeridades das relações, noção de sociedade versus práticas sociais online, como se estabelecem os vínculos de comunidades virtuais e como a “idéia comum” permanece e “vinga” numa sociedade virtual. Enfim… Temas de estudo pra uma vida toda. :)
Uma frase da professora Raquel que achei muito interessante foi a seguinte: “não se tem como pensar a sociedade atual e seus relacionamentos, sem se fazer o estudo das mídias sociais”. Concordei muito. Ela também fez uma breve auto-crítica dizendo que, no mundo virtual, ela “compartilha muito e cria pouco”. Acho que, hoje, não há nada de mal nem errado nisso.. Desde que se cite a fonte e não se aproveite do trabalho alheio. O que acontece é que nessa nova forma de comunicação, acredito que quando falamos de mídias sociais, podemos ver as coisas pelo lado bom e pelo lado ruim, mas nem sempre pode-se ter certeza de tudo, apenas no fenômeno que está ocorrendo. Tanto pode-se usar o Twitter pra banalização plena (“Acabei de me engasgar com um pedaço de pão”) ou pra mobilização (Eleição do Obama, Irã, Sarney, etc).
Infelizmente não pude ficar para ouvir os comentários do professor Jorge Ijuim e da orientadora do TCC, Aglair Bernardo, pois tive que voltar a tempo ao LGTI pra orientação com a Rosangela. Mas acompanhei “de leve” o restante dos comentários através do twitter do Maffesoli. Hoje pela manhã vi que o @agenteinforma mandou um link para baixar o pdf do TCC no Scribd. Logo em seguida também convidei o @filipespeck a considerar a publicar seu trabalho no RABCI, pois achei que o tema tinha a ver com a proposta do site.
Enfim…
Twitter é um tema que ainda vai per-seguir (rá!) muita gente, por muito tempo acredito. Acredito que mais trabalhos surgirão e ainda haverá muita discussão sobre o tema. Hoje mesmo no início da tarde vi no blog do Alexandre Berbe uma palestra do Evan Willians (co-fundador do Twitter) no TED Talks sobre o Twitter. Pelo tom da palestra do Willians, Twitter é uma mídia social que está recém começando…
Texto publicado originalmente em 25 de junho de 2009, no blog do Jackson Medeiros.
Antes de começar já larguei a Biblioteconomia. Larguei pelo simples motivo que não vejo qualquer futuro nela. Pelo menos para mim. Quem me conhece sabe que não gosto de bibliotecários tradicionais e que cultuam técnicas obscuras. Assim sendo, tentarei explicar melhor baseado em alguns fatos que presenciei, que ouvi e que leio frequentemente em algumas listas de discussão.
O bibliotecário sempre me irritou. Por vezes algum “ator” vestido de bibliotecário em alguma biblioteca suja e mal cheirosa. Mas minha indignação com bibliotecários começou ainda no colégio, naquela época ainda 1º grau.
O colégio em que eu estudava tinha uma boa biblioteca, para não dizer muito boa, mas eu NUNCA tive acesso ao acervo. O fato era que existia um bibliotecário que, talvez pelo medo da desorganização, ficava escondido em meio ao acervo cercado por uma mesa gigante e intransponível. Queria um livro? Encostava-se na mesa e pedia para ele exatamente o que queria ou, quando ele acordava de boa vontade, era possível pedir algo similar. Ele achava o que era similar, nunca nós mesmos.
Isso me afastou da biblioteca. Durante esse período (1º grau) refutei qualquer possibilidade de ir à biblioteca e não tinha o hábito da leitura.
Quando, em 1996, ganhei meu primeiro computador, um 386 de segunda mão, descobri que programar em C era infinitamente mais divertido do que ir à biblioteca, meus hábitos de leitura foram definitivamente liquidados.
Por um acaso do destino fui cursar Biblioteconomia. Isso tem a ver com conhecer a Ciência da Informação anteriormente devido a uma necessidade de entender como funcionava, teoricamente, os critérios de usabilidade em sistemas.
A convivência com colegas e profissionais, através de aulas e estágios, deixou-me cada vez mais convicto da maldita profissão de bibliotecário.
Em primeiro lugar, os alunos de Biblioteconomia, em sua grande maioria, sentam suas bundas gordas sentam-se durante quatro anos em bancos universitários e, calados, aprendem técnicas ultrapassadas esperando receber seus lindos diplomas. Em segundo lugar, bibliotecário quer ter emprego, público de preferência, mas não quer trabalho. E esse ponto merece um destaque.
Assino algumas listas de discussão sobre Biblioteconomia e algumas chamam minha atenção quando, seguidamente, são lançadas ofertas de emprego. Leio algumas mensagens com reclamações, como o salário é baixo, que isso é um desaforo, etc., mas sou capaz de apostar alguns reais que no outro dia a empresa que divulga a vaga recebe em sua caixa de entrada de e-mail uma boa quantidade de currículos de bibliotecários desesperados.
Em último lugar, mas não menos importante, creio que o fator que mais influencia para que isso ocorra é, além de currículos de ensino que já são ultrapassados, a falta de vontade e criatividade do bibliotecário. Quer um exemplo? Recebi outra oferta de emprego: Arquiteto de Informação, com salário em torno de R$6.000,00. Obivamente é necessário experiência profissional anterior em agências digitais. Quantos currículos de bibliotecários eles vão receber? Eu aposto em nenhum. Quantos currículos de jornalistas eles iram receber? Eu aposto em muitos. Isso sem contar outras profissões.
Ainda quero ver uma Biblioteconomia aplicada à pesquisa, sendo valorizada pelo que pode fazer, e que ainda hoje não se tem ideia, e parar de ouvir o choro de pseudo-profissionais. Continuar preso à técnicas de, no mínimo, 50 anos atrás para arrumar livros em estantes, tendo o prazer de dificultar a vida dos usuários e depois reclamar do salário por fazer uma coisa que qualquer pessoa faz, e com melhor humor, não adianta nada.
Foi mais um desabafo do que um post, mas consegui aqui colocar algumas coisas que me incomodam. Também quero lembrar que conheci bibliotecários excepcionais, pró-ativos e com imensa capacidade de servir como elo entre pesquisador e literatura.
Para finalizar, quando chego em algum lugar e perguntam minha profissão, dificilmente digo que sou bibliotecário, geralmente sou estudante.
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Em seguida, escrevi uma resposta em meu blog “Reinventar a Biblioteconomia? Mas… Será?” e depois, que descobri que ele apagou seu próprio blog, escrevi o post “Mais uma voz que se cala”.
Fiz este post pra contextualizar todos os interessados no assunto.
Percebi agora que Jackson Medeiros acabou com seu blog. Ele deve ter seus motivos, mas pessoalmente achei a decisão lamentável. Pelo texto que ficou por último no blog dele – um texto carregado de ironias e sarcasmos que julgo bastante amargos – na minha interpretação, ele apagou tudo o que produzia simplesmente por não ter mais paciência de jogar “pérolas aos porcos”. Talvez.
Afinal, falar o que se pensa é bom? A discussão pela discussão vale a pena?
Não sei. Ainda tenho minhas dúvidas.
Mexer com bibliotecários é que nem mexer com vespeiro: não é aconselhável. Pelo menos não de forma ofensiva. Falar o que se pensa é muito bom sim, liberdade de expressão é bom sim. Mas como diria o velho ditado “se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro”. Antes de ser inteligente é preciso ser sábio, dizer as coisas no momento certo, na hora certa e em boas oportunidades. Algumas coisas devemos guardar apenas pra nós mesmos. Algumas coisas nem precisam ser ditas, verbalizadas, pois não valem a pena, não trarão frutos, apenas consternações.
Nem sempre devemos falar o que pensamos, mas sim pensar bastante antes de falar. E ao falar, escolher bem as palavras, não generalizar (muito) e usar de decoro mesmo com os PIORES colegas. Na verdade, é justamente com os PIORES que precisamos ser mais delicados ainda.
Na conversa imaginária que Jackson postou por último no blog dele, ele projetou sua frustração em forma de palavras, estereotipando o que poderia ser o aluno/profissional de biblioteconomia “vulgar”. Pessoalmente, não sou nenhuma fã de catalogação, indexação nem dos métodos e formas tradicionais que a biblioteconomia (ainda) faz uso. Quem me segue no twitter faz idéia de quantas aulas de catalogação eu já matei (não me vanglorio disso: é simplesmente um fato). Mas acredito que as pessoas podem escolher livremente no que querem se aplicar e se aprimorarem nisso, se bem entenderem. Catalogação não é exatamente o que eu acho que “é o futuro da área”, mas novamente: é preciso ter tolerância.
Também ficaria frustrada ao falar com as paredes, ou escrever coisas que ninguém se importaria de ler ou ao menos conversar comigo sobre. Pois pra mim blogar é isso: conversar.
Até entendo que muita gente que trabalha com a parte mais tecnológica e interdisciplinar da área de Biblio, tenha a sensação mesmo de estar jogando pérolas aos porcos quando escrevem em seus blogs e por isso produzem pouco, por assim dizer.
É difícil mesmo escrever sobre áreas que são extremamente emergentes e que nem sequer existem ou fazem parte da vida acadêmica de Biblioteconomia no Brasil. Ou ainda, áreas tão interdisciplinares que nem mesmo tem definição acadêmica (ou profissional) formal alguma. Aí acontecem sim, crises existenciais profissionais, mas, com o tempo, tudo vai se encaixando e as pessoas vão se encontrando. Eu diria que escrever sobre isso e sobre essas coisas, é um desafio só pra quem pode. Ainda assim, acho que não deveriam desistir. Pelo contrário.
Se as próprias pessoas que trabalham de forma diferente (interdisciplinar) já são desestimulados pelo próprio meio (apático, indiferente, acomodado) que os pressiona, como podem querer que esse mesmo meio se desenvolva e se transforme, se acham que não vale a pena compartilhar o que sabem?
É difícil entender. Eu realmente espero que isso não tenha ocorrido por causa da repercussão do post que ele tinha feito “Acabem com a biblioteconomia, pois ela não faz falta”. Ainda acredito que se existe alguma argumentação com posicionamento anti-corporativista, esse posicionamento deve ser feito contra o corporativismo em si DENTRO da área e não contra a área em si e as pessoas que atuam nela. Separar o joio do trigo, enfim…
Lamento por que é mais uma voz que se cala dentro da Biblio/CI/TI e isso não pode ser bom de nenhum jeito. Meus pêsames não só pro Jackson, mas pra todas as pessoas que acompanhavam o blog dele e tinham interesse nas coisas que ele compartilhava.
Hoje de manhã recebi um e-mail pela lista de discussão do CED falando sobre o GRAMA. Fiquei bem animada por que acho um saco ficar morrendo de angústia até o fechamento de todas as notas pra gente montar a grade de matrícula. Então hoje já montei a minha grade pra 2009-2, com 4 disciplinas obrigatórias e 1 disciplina optativa. Ficou assim:

CIN5011 – Gestão da Qualidade em Unidades de Informação – Jean Gregório Varvakis Rados
CIN5012 – Recuperação da Informação – Angel Freddy Godoy Viera
CIN5013 – Sistemas de Classificação – Estera Muszkat Menezes
CIN5014 – Indexação – Lígia Maria Arruda Café Francisca Rasche
CIN5042 – (Optativa) – Gestão da Informação – Jean Gregório Varvakis Rados
Eu estava esperando pelas optativas de Biblioteca Digital e Biblioteca Virtual mas acho que elas não vão ser oferecidas. Queria fazer a optativa de Tópicos Especiais em Tecnologias da Informação mas os horários não foram compatíveis. Já havia conversado com a Pati que está na 5º fase (e é a atual monitora da professora Rosangela, minha orientadora do PIBIC) e ela me disse que essa optativa de Gestão da Informação é legal. Então já foi.
Bem, eu havia falado que estava pensando em pegar 1 disciplina isolada de cada pós-graduação, mas achei melhor, por hora, pegar só 1 disciplina mesmo e optei pelo EGC, simplesmente por que me identifico mais com as linhas de pesquisa de lá. Estou participando das aulas de “Epistemologia e Ciência”, ministrada pelos professores Perassi, Fialho e Tuto, e tem sido muito bacana, tenho visto e aprendido muitas coisas novas. Me sinto meio estranha, pois sou a mais jovem da sala, mas nem por isso me sinto desconfortável. O último seminário acontecerá dia 18 de agosto e aí eu validarei a disciplina, se for o caso.
No entanto, as aulas da Cultura Inglesa tem início em 11 de agosto, terças e quintas. Vou recomeçar o inglês matando aulas, que beleza. Mas não vou poder perder as últimas 2 aulas-seminários do EGC por que elas são muito importantes. No entanto, depois do dia 18 de agosto tudo voltará “ao normal”, por assim dizer. Na Cultura eu me prepararei durante um ano para o exame Certificate in Advanced English de Cambridge. Ainda penso em me preparar pro Certificate in Proficiency in English, mas talvez não seja tão necessário.. Ou talvez eu me empolgue e continue mesmo. Ainda não faço idéia, mas é algo que penso, às vezes.
Hoje também recebi a notícia de que minha bolsa PIBIC 2009-2010 foi renovada. Fiquei animada. Continuarei pesquisando por mais um ano sobre repositórios científicos/acadêmicos, só que nesta próxima pesquisa serão repositórios internacionais. Gosto disso que faço, mas não sei se é exatamente o que gostaria de fazer a longo prazo..
Esses dias também me peguei pensando em fazer mestrado em educação. Mas ainda não me convenci disso não. Durante alguma aula fiz um esboço, um tipo de brainstorm mesmo pra tentar encontrar as coisas que gosto. Tenho mais facilidade em pensar nas coisas quando vejo elas por escrito. Tenho certeza de que gosto do que estou fazendo, mas ainda preciso encontrar com exatidão o que fazer. É um desafio e tanto. Não é só o trabalho de pensar num TCC, mas pensar num TCC que agregue valor a um ante-projeto de mestrado, e assim em diante. É a tal da coisa: não quero mais dar ponto sem nó. Tem gente que consegue trabalhar com 4309583450983 coisas ao mesmo tempo. Eu não consigo e também não quero que seja assim. Então vou ter que pensar melhor.. E tomar uma decisão (aparentemente) acertada. :)
Ontem estava lendo o meu Twitter quando o Felipe me indicou este post. Li o título e fiquei com preguiça de ler o restante. Pensei em não responder, num primeiro momento. Num segundo momento pensei em deixar pra outra hora. Depois resolvi responder com um comentário que achei melhor postar por aqui, pois ficou muito extenso. Ao responder este post não tenho a pretensão de fazer ninguém mudar de idéia em relação a nada. Acredito que o Jackson continuará achando a biblioteconomia completamente inútil e eu continuarei acreditando que ela pode ser útil.
Então aqui vou expôr algumas das minhas opiniões sobre alguns dos tópicos que ele desabafou sobre.
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Jackson,
Seu “pedido” é bastante breve e sucinto: “acabem com a biblioteconomia, pois não faz falta”. Não é de hoje que eu ouço isso de pessoas já graduadas em biblioteconomia. Desde sempre me senti de certa forma “mal vinda” na área. Antigamente eu me assustava, mas hoje tento compreender. Antes mesmo de eu entrar no curso eu já lia frases apocalípticas como “os cursos de biblioteconomia de todo o Brasil acabarão em 5 anos”, frase essa de pessoas próximas, em quem eu me espelhava de alguma forma para iniciar na área.
A bem da verdade desde o segundo ano de jornalismo, que foi a época que comecei a entrar em contato – muito superficialmente, admito – com a biblioteconomia é que fui, ano a ano, constantemente desestimulada a fazer o curso. “O curso não é bom, os professores são defasados, não tem perspectivas de emprego, bibliotecários em geral são pessoas medíocres” e todo o tipo de mimimi possível acerca da profissão. Pois bem.
A bem da verdade, mesmo, até o dia que me inscrevi no vestibular (pela segunda vez) eu realmente acreditava que fosse me inscrever ou pra filosofia, ou ainda pra letras/inglês. Mas eu não fiz isso por que não tive coragem de trair a mim mesma (de novo) e ao que eu realmente gostava de fazer, queria e tinha curiosidade de aprender. E ainda me falaram “não acredito que você vai ter a CORAGEM de fazer esse curso.. poxa, boa sorte”. E hoje eu digo pra qualquer pessoa que me pergunte: é preciso de coragem mesmo pra fazer esse curso. E mais coragem ainda pra concluí-lo como uma segunda graduação. No meu caso foi uma decisão consciente, não “caí de pára-quedas” no curso e tampouco o fiz por “um acaso do destino”.
Hoje posso dizer que o curso atende sim às minhas expectativas e que me sinto confortável com o que estou aprendendo.
Vários profissionais bibliotecários que encontrei e conversei antes de iniciar o curso ou eram 1. arrogantes (por se acharem auto-importantes demais) 2. apáticos (por não terem objetivos claros em suas vidas profissionais). O meio termo era difícil de encontrar. Ou eu encontrava alguém que dava importância demais a si mesmo e ao que fazia (esquecendo-se das pessoas e de todo o resto) ou pessoas apáticas, que apenas executavam seu ofício, sem fazer nenhum esforço a mais além da função que lhes era resignada. E, incrívelmente, todos os bibliotecários “meio termo” que encontrei – nem arrogantes, nem apáticos, mas sim que têm consciência do que fazem e se importam com as pessoas – fugiam não só do estereótipo que você resenhou em seu post, como também do tal do “estereótipo bibliotecário”.
Mas entendo, em partes, seu desabafo. E felizmente, no meu caso, nada referente à bibliotecas ou à biblioteconomia me deixou traumatizada na adolescência/infância. E olha que eu já fiquei de castigo em biblioteca quando era pequena! Mas diferente dos meus coleguinhas que ficavam entediados, eu me adaptava ao ambiente ao meu modo. E no final, o castigo não parecia mais castigo e sim, outra coisa. Algo que eu descobri que gostava. Agora você me pergunta por que isso acontecia? Não sei responder. Eu sou assim, faz parte da minha personalidade, acredito. Enfim: as pessoas são diferentes, tem vidas e propósitos completamente diferentes também. Acredito que não adianta nos revoltarmos com o modo que elas levam suas vidas profissionais: as escolhas são das pessoas e não são nossas.
Você ainda disse que “por um acaso do destino” foi cursar biblioteconomia. Fico aqui me perguntando o que leva uma pessoa a fazer um curso que detesta mesmo antes de iniciá-lo. Se programar em C era infinitamente mais divertido, por que então você Jackson – já tendo abandonado a biblioteconomia antes mesmo de começá-la - não se poupou desse martírio e não fez então Ciência da Computação? Fico imaginando a infelicidade de situação horrível que deve ter te obrigado a fazer biblioteconomia. Talvez você realmente fosse mais feliz em outra profissão, acredito. Também acho que é desnecessário o discurso de que as “técnicas” de biblioteconomia são obsoletas. Talvez até sejam, mas até agora isso não foi provado, ou seja, nada é garantido.. Nem mesmo as novas tecnologias. Por isso os conhecimentos híbridos e interdisciplinares são tão importantes. Não faça pouco caso das coisas que você aprendeu: algum dia você ainda vai precisar delas e elas vão poder te ajudar em muito.
Entendo que nenhum desabafo é muito polido, via de regra. No entanto é difícil aceitar um “desabafo” onde se assume (pra não dizer generaliza) que: 1. Todos os alunos de biblioteconomia são exatamente iguais e pensam exatamente da mesma forma; 2. Todos os bibliotecários recém-formados na verdade, não querem trabalhar e querem uma vida mole. Claro que entendi que você quis atacar apenas alguns profissionais da área, mas ainda assim, acho muito indelicado julgar toda uma classe apenas por seus maus exemplos. Se quer atacar alguém, ataque as pessoas em questão, mas não envolva todos os bibliotecários de modo geral.
Suas reclamações podem até ser verdades bastante doloridas (sei que são) de alguns casos, mas acho errado atacar toda uma classe que talvez não se adeque completamente à descrição de “a falta de vontade e criatividade” de alguns dos seus componentes. Seria muito mais honesto culpar e julgar AS PESSOAS que fazem a biblioteconomia por motivos escusos. Ou seja… Enfim.
Sobre o seu exemplo da oferta de emprego de arquiteto da informação: biblioteconomia é muito mais do que arquitetura da informação, pra início de conversa. Não existem muitos bibliotecários voltados pra essa área talvez não por ignorância ou falta de informação, mas simplesmente talvez por que NÃO QUEIRAM ou ainda NÃO SE IDENTIFIQUEM com essa área em específico. E o que há de tão errado nisso? O que há de tão errado em querer prestar concurso? Quem lhe garante que todo mundo que faz biblioteconomia deve querer justamente essa vaga? O que te faz assumir que todos deveriam querer isso?
Por que todas as pessoas tem que ter a necessidade de serem interdisciplinares / transdisciplinares? Por que?
Se elas são assim, ótimo. Se não são é por que não devem ser mesmo. Ninguém vai se forçar a entrar numa área de atuação no qual não tem um mínimo de aptidão.
São apenas coisas que fico me perguntando. E ainda bem que não tenho resposta pra nada disso.
O campo da biblioteconomia, com as novas tecnologias e ainda mais agora com a Internet tornou-se muito mais vasto. Hoje entendo a biblioteconomia de duas formas: pura (bibliotecas escolares, universitárias, bibliometria, etc.) e adaptada (voltada pra área das TICs, bibliotecas virtuais, web 2.0 e seus serviços). Muitas vezes essas duas modalidades entram em choque, mas ao invés de ficar tentando provar qual é a melhor eu prefiro entendê-las como não auto-excludentes. Pelo contrário, elas devem ser complementares. E isso também não acontecerá do dia pra noite. Por isso também acho bobagem quando dizem que a biblioteconomia precisa ser reinventada. Talvez não precise. Talvez a biblioteconomia esteja bem, como sempre esteve e quem precise se reinventar são AS PESSOAS que a fazem.
Nessa questão de inter-trans-disciplinaridade, acredito que a biblioteconomia tanto pode ser “reinventada” quanto pode continuar “como está”, por assim dizer. Algumas coisas não devem deixar de ser ensinadas. Falando de tecnologia, estamos no que eu acredito ser uma época de transição, numa época HÍBRIDA e não numa época “final” (se é que essa época vai chegar). Ainda usamos papel, ainda existem livros e ainda existem bibliotecas, então os bibliotecários são importantes sim e a biblioteconomia não vai acabar.
Veja bem: biblioteconomia, no início era um curso técnico. Sempre foi. Pessoalmente, entrei nesse curso justamente pra aprender as técnicas e aí sim ver como é possível aplicá-las em outros contextos. Mas só as aplicarei em outros contextos por que quero isso e gosto disso. Este é o meu perfil (pluridisciplinar) e é uma decisão pessoal.
Gosto de pensar que a questão dos currículos e professores defasados irá mudar tanto com a mobilização estudantil (isso quando existe alguma) e também com o tempo, pois professores acabam se aposentando, hora ou outra. Por isso acho simplesmente injusto culpar tanto as técnicas ainda adotadas quanto os colegas de profissão como um todo.
Criticar a tudo e a todos é muito simples, difícil mesmo é fazer parte do processo de mudança em escala mais ampla. Mudança esta que antes de qualquer coisa (tecnologias, etc) precisa ser de mentalidade. Tanto de baixo pra cima, quanto de cima pra baixo.
E eu sinto muito mas você não vai parar de ouvir o choro dos pseudo-profissionais. Eles não desaparecerão tão cedo e é preciso saber conviver e ser tolerante. Nem todas as pessoas pensam como você.
Os maus profissionais continuarão existindo, mas nem por isso a profissão tem que deixar de existir.
Não me assumi como jornalista por que nunca fui jornalista, nunca trabalhei na área e nem mesmo me interesso pelas causas da profissão. Mas nunca reneguei meu diploma e muito menos a bagagem que o jornalismo me ofereceu, muito pelo contrário. Cuspir no prato que comeu é uma posição muito cômoda, às vezes podendo até mesmo passar a impressão de arrogância, onde talvez ela não exista. Então tenha cuidado com as palavras em seus próximos desabafos. Tenha cuidado com as palavras e expressões que usar, pois talvez elas traduzam errado a mensagem que você quer passar.
E last but not least, concordei muitíssimo com o comentário do Tiago Murakami. De fato, seu desabafo é fraco demais pro tamanho do pedido. Acho que dentro deste singelo comentário dele cabe tudo o que eu escrevi aqui e mais um pouco.
É isso.

Recebi a notícia via twitter, através do colega Alexandre Gonçalves. No blog dele pude ver a notícia que está no Jornal Biguaçu, sobre a atual situação do acervo do antigo jornal “O Estado”. Também no blog Sambaqui na Rede, no post “Aqui jaz ‘O Estado’” foram postadas imagens sobre como se encontra a situação do acervo. É realmente muito lamentável.
Ainda hoje a noite, recebi o link também pelo twitter (via @agenteinforma) do Blog do Bonassoli, que notíciava que “o Grupo de História e Patrimônio da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e um grupo de jornalistas independentes se uniram para ir atrás de amparo legal e de tornarem público o que restou do outrora melhor periódico catarinense”.
[Update - 24/06 - 20h50: Bonassoli, Novidades sobre o caso de O Estado]
A mesma notícia também foi divulgada na lista de discussão da Associação Catarinense de Bibliotecários, sob o título “A memória de SC no lixo”.
Repassei a notícia pra alguns de meus professores e pessoalmente fico triste com a situação. Gostaria de poder ajudar de alguma forma, mas ainda não sei como. Acho que ajudo desde já deixando esses links aqui no meu blog e “passando adiante” a notícia. Quero acompanhar pra ver como ela vai se desenrolar.
[Update - 24/06]
- DVeras em Rede também está de olho no que está acontecendo, no blog dele. Acabei de ver os posts “Falência d’O Estado: história de SC jogada no lixo” e “Resgate da memória catarinense“
Saiu a lista das defesas de TCC que acontecem a partir de hoje aqui na biblioteconomia da UFSC, e eu separei algumas que eu gostaria de ver, se fosse possível:
17/06 – 16h30 – BS/CED – GRAZIELA BONIN – Gerenciamento eletrônico de documentos: softwares utilizados por duas instituições da adminstração pública no estado de Santa Catarina
18/06 – 16h30 – No Auditório do CED – THAIS XAVIER GARCIA – Tecnologias Web 2.0 em unidades de informação: serviços disponibilizados na bibliotecas 2.0
23/06 – 10h30 na BS/CED – KARINA DE OLIVEIRA – Análise de implantação de TI e seus impactos sobre os processos de trabalho de uma organização
30/06 – 18h30 na BS/CED – ENORY WALTER L. MARTINS JUNIOR – Cibertecários, recursos e fontes de informação

